1 de jun. de 2011

Para Mariléia

Ó amada filha minha,
Minha princesa e rainha
Ó deusa dos dias meus.
A hora é triste doída,
Parto saudosa, abatida,
Mas devo dizer-te adeus.

Filha minha idolatrada,
Como fui feliz, amada
Nos dias que aqui vivi.
Não sei se tanto carinho
Cuidado e proteção,
Realmente mereci.

Desde o romper da alvorada
Té as noites enluaradas,
Noites quentes da Bahia,
Me deste tranqüilidade,
Muita paz, felicidade,
Todo o conforto e alegria.

Amei muito Luciano,
Com seu jeito enigmático,
Difícil de se entender,
Parece estar longe, ausente.
Mas filha, ele está presente
Contigo, no teu viver.

Conviver com Matheus, para mim
Foi demais, foi fascinante,
Só encantamento encontrei,
Suas pueris brincadeiras,
Conseguiram preencher
Os dias que aqui passei.

E tu, ó filha querida,
Fizeste quase o impossível
Pra que eu estivesse sorrindo,
Fizeste o papel de mãe
Que ampara e protege os filhos
Com amor; tudo tão lindo!

Filha, como poderei esquecer
Todo o amor que me deste
Nestes dias da minha vida?
Cada minuto, segundo,
Do principio ao fim do mundo,
Eu vou lembrar-te querida.
Filha, a vida é estrada,
Ás vezes, cheia de rosas,
Outras de espinhos formada;
Quero que trilhes sorrindo
Com o teu sorriso tão lindo.
Sê feliz na caminhada!

Mas, não hesites querida,
Só há um caminho na vida
Que nunca é tortuoso.
Não há pai, nem mãe, nem filhos
Marido, ninguém maior
Que Deus todo poderoso.

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