1 de jun. de 2011

O menino barroco

Com um pincel na mão direita,
Deus fez uma figura esguia, bem contornada.
Deixou-a inacabada.

Por não ser egoísta,
O grande artista,
Convidou para os retoques finais
Coros angelicais.

Um anjo, que no céu está sempre a voar,
Pintou o seu olhar.
Um Serafim, com jeito e com carinho,
Moldou-lhe o narizinho.

Um querubim, com expressão barroca,
Contornou sua boca.
Alguns anjos, reunidos com arte e gosto,
Completaram o seu rosto.

Um arcanjo cantor, soprou-lhe a voz,
Ele chorou,
Outro fez as mãos e os pés,
Movimentou.

Deus achou tudo belo!
Para perpetuar tal criaturinha,
Transformou-a em uma sementinha.

Procurou um casal de namorados
Enamorados,
Apaixonados,
E para selar amor tão forte e ardente,
Doou-lhes tal semente.

Pediu-lhes que a plantasse,
Regasse,
Cuidasse,
Esperasse.

Assim foi feito.
Algum tempo depois,
Por bondade de Deus,
Veio ao mundo Matheus.

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