1 de jun. de 2011

Desabafo

Amiga, eu sei que fui cruel.
Já pedi a Deus-Pai que está no céu
Que mil vezes me dê o seu perdão.
Agora eu compreendo, embora um pouco tarde,
(Porque a chama do amor materno em mim arde)
Que esse amor é mais forte que a razão.

Demorei para entender o teu rancor.
Talvez, tudo fizeste por amor,
De um jeito, incompreendido mãe, por mim.
Acho que o destino jogou duro comigo,
Meus olhos choraram. Foi grande o meu castigo,
Até que o meu sofrimento teve fim.

O destino, parece até ironia,
Marcou-nos um encontro aquele dia,
Sem data certa, nenhuma previsão;
Olhaste-me como uma pedra ali da rua,
Os meus lábios tocaram a face tua,
As tuas mãos tocaram a minha mão.

Eu fui feliz, ó mãe, podes crer,
Só, alguns dias depois, ao te dizer
Que sempre te amei com intensidade.
O meu peito retém esta emoção
Que fez morada no meu coração.
Inda choro pensando em ti. Quanta saudade!

Será que o meu desabafo escutaste?
Por seres mãe, sei que me perdoaste,
Pelos males, que sem querer, eu te causei.
Sabes mãe, eu quase enlouqueci,
Dias e noites, meu Deus, como sofri,
Por ter magoado a quem eu sempre amei.

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