28 de jun. de 2011

Amor e paixão

N’alguns momentos de chuva,
De paz e reflexão,
Entre a paixão e o amor
Fiz uma comparação.

O amor é lindo, divino,
Paixão cruel, desumana;
O primeiro é sagrado
A outra é coisa profana.

No amor você se doa,
Na paixão você quer mais;
Enquanto o amor perdoa
Na paixão perdão jamais.

O amor é para sempre,
Não morre no pensamento;
A paixão se reconstrói,
Vai e volta como o vento.

O amor está por dentro,
A paixão está por fora;
O primeiro invade a alma
A outra no corpo se aflora.

A paixão é egoísta,
O amor é doação;
Ela atinge o nosso corpo
Ele o nosso coração.

A paixão é vingativa,
Quem a sente se amaluca,
A falta do amor é doída,
Traz sofrimento, machuca.

O homem apaixonado
É capaz de qualquer loucura.
Quem ama, se abandonado,
Se afunda em triste amargura.
   
Paixão não mata o seu dono
O amor, porém o destrói,
É como algum bichinho
Que o nosso peito corrói.

Dizem que alguém morreu
Por que estava apaixonado;
Mentira! É porque no peito
Reteve o amor guardado.
      

22 de jun. de 2011

Canção para Mariana

Mariana é como um sonho!
Mais lindo é o seu arrebol,
As flores bailam sorrindo
Ao suave beijo do sol.

Logo, ao raiar do dia,
Os sinos das catedrais
Bimbalham convidando o povo
P’ras orações matinais.

Começa a dança dos pés
Buscando uma direção,
Missa...escola...trabalho,
Burburinho...agitação.

O barroco é primoroso
Nas ruas, nas catedrais,
Nas praças cheias de riso
Nas paredes, nos portais

Quase não existem palmeiras
Mas tem cultura e magia
Muito ouro, artesanato
E amor a Virgem Maria

“Ismálias” inda cantam versos
Que Alphonsus lhes fez um dia;
“Athayde” existem tantos
Pintando a Virgem Maria.

Eu não sou Gonçalves Dias
Mas busco atingir minha meta:
Pra falar de Mariana
Não precisa ser poeta.

Basta você extravazar
Seu interior saudosista,
E, logo vão se aflorar
Versos...telas...novo artista.

16 de jun. de 2011

Luta interior

Por que será que a saudade
Chegou como algum ladrão
E fez a sua morada
Dentro do meu coração?

Às vezes brigo com ela,
Peço-lhe para mudar
Mas a malvada insiste:
- É aqui que quero ficar.

Meu coração angustiado,
Vive sofrendo calado
Tamanha perseguição.

Desde que ela chegou,
Já não sei mais quem eu sou
Perdi inteira a razão.

Saudade

Manhã de inverno. A janela do meu quarto
Está repleta de neve gelada.
Eu penso em ti, meu coração palpita,
Te amei demais! Também fui muito amada.

Uma paixão indômita, desumana,
Toma meu corpo sofredor, inteiro,
Minha boca treme ao lembrar teus beijos,
As lágrimas molham o meu travesseiro.

Em cada pedaço da cama, grande e fria,
Sinto teu cheiro, tuas mãos e energia.
Como é triste e brutal a realidade.

Sofrer não quero, viver sem ti não posso,
Não haverá jamais amor maior que o nosso.
Como é cruel a dor de uma saudade.

Apaixonante ou apaixonada

Saíste cedo, em plena madrugada,
Quando o sol nem havia aparecido,
Após uma noite de carícias loucas
Meu corpo te busca, oh! Amor querido.

 Entro na sala. No sofá macio
Onde passamos horas de prazer,
Eu não te encontro. Onde estás amor?
Sem ti, por perto, não consigo viver.

Vou à cozinha, ninguém me ajuda em nada,
Ninguém me toca, me beija, e, desesperada
Vou ao quarto onde amor contigo fiz.

A nossa cama forrada de cetim,
Faz a paixão brotar mais forte em mim.
Volta amor, eu quero ser feliz!

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